NBR 5674 na prática: o que o síndico realmente precisa cumprir.
A rotina de um síndico envolve decisões constantes, muitas delas relacionadas à manutenção do condomínio. Nesse cenário, a NBR 5674 costuma aparecer como uma exigência técnica mas, na prática, gera dúvidas: o que realmente precisa ser feito? Mais do que um conjunto de normas, ela é um guia para transformar a gestão predial em algo organizado, previsível e seguro. Quando aplicada corretamente, evita problemas recorrentes, reduz custos com emergências e traz mais tranquilidade para todos os envolvidos. Neste artigo, vamos traduzir a NBR 5674 para uma linguagem simples e direta, mostrando exatamente o que o síndico precisa cumprir no dia a dia.
O que é a NBR 5674 e por que ela é importante para o síndico
A NBR 5674 é a norma que estabelece diretrizes para a gestão de manutenção em edificações. Na prática, ela orienta como o condomínio deve organizar, planejar e registrar todas as atividades de manutenção, garantindo que o prédio funcione de forma segura e eficiente ao longo do tempo.
Para o síndico, isso significa sair de uma atuação reativa resolvendo problemas apenas quando eles surgem e passar a trabalhar de forma preventiva e estratégica. A importância da norma está justamente em evitar falhas graves, reduzir custos com emergências e aumentar a vida útil dos sistemas e estruturas do condomínio.
Quais são as responsabilidades do síndico segundo a NBR 5674
A norma deixa claro que o síndico é o responsável por garantir que a manutenção do condomínio seja realizada de forma adequada. Isso inclui planejar as atividades, contratar profissionais qualificados, acompanhar os serviços e manter registros atualizados de tudo que foi feito.
Além disso, o síndico deve assegurar que exista um sistema de gestão de manutenção funcionando não necessariamente complexo, mas organizado. Isso envolve ter controle sobre prazos, histórico de intervenções e condições dos equipamentos, evitando esquecimentos e riscos para os moradores.
Plano de manutenção: o que precisa existir na prática
Um dos pilares da NBR 5674 é o plano de manutenção. Na prática, isso significa ter uma programação clara de todas as manutenções preventivas do condomínio, com periodicidade definida para cada sistema, como elevadores, bombas, sistemas elétricos e áreas comuns.
Esse plano não precisa ser complicado, mas precisa ser funcional. Ele deve indicar o que será feito, quando, por quem e com qual frequência. Sem isso, o condomínio fica vulnerável a falhas inesperadas, além de dificultar a previsibilidade de custos e a organização da rotina do síndico.
Registro e controle: como documentar as manutenções corretamente
Outro ponto essencial da norma é o registro das atividades de manutenção. Cada serviço realizado deve ser documentado, incluindo data, tipo de intervenção, responsável e eventuais observações técnicas.
Esse histórico é fundamental não apenas para controle interno, mas também para proteção jurídica do síndico. Em caso de problemas ou acidentes, ter registros organizados demonstra que houve gestão e cuidado com a edificação. Além disso, facilita a tomada de decisão, já que permite entender o comportamento dos sistemas ao longo do tempo.
Erros comuns na aplicação da NBR 5674 em condomínios
Um dos erros mais frequentes é acreditar que cumprir a norma significa apenas contratar manutenções pontuais. Sem planejamento e registro, essas ações perdem valor e não atendem ao objetivo da NBR 5674.
Outro erro comum é centralizar todas as informações de forma desorganizada, como em planilhas soltas ou documentos dispersos. Isso dificulta o controle e aumenta o risco de falhas. Também é recorrente a falta de acompanhamento dos serviços, o que pode comprometer a qualidade das manutenções realizadas.
Como sair da manutenção reativa e aplicar a norma no dia a dia
A mudança começa com organização. O síndico precisa estruturar um plano de manutenção, definir responsáveis e criar uma rotina de acompanhamento das atividades. Pequenos ajustes no dia a dia já fazem grande diferença na prevenção de problemas.
Além disso, contar com ferramentas que automatizem processos e centralizem informações pode facilitar muito essa transição. Quando o síndico tem visibilidade sobre prazos, histórico e pendências, a gestão se torna mais simples, eficiente e alinhada às boas práticas recomendadas pela NBR 5674.
Conclusão
Cumprir a NBR 5674 não é apenas uma obrigação técnica é uma forma de proteger o patrimônio, garantir a segurança dos moradores e trazer mais previsibilidade para a gestão do condomínio. Quando o síndico entende o que realmente precisa ser feito, a norma deixa de ser complexa e passa a ser uma aliada no dia a dia.
Ao estruturar um plano de manutenção, manter registros organizados e acompanhar as atividades de forma contínua, o síndico reduz riscos, evita gastos inesperados e ganha mais controle sobre a operação. Isso transforma a gestão de manutenção em algo estratégico, e não apenas corretivo.