A 20 metros do chão: criança fica presa entre janela e tela de proteção.
Um vídeo que circulou nas redes sociais e foi exibido pelo programa Balanço Geral, da Record TV, chamou a atenção pela gravidade da situação registrada em um condomínio residencial no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá.
As imagens mostram uma criança posicionada do lado de fora da janela de um apartamento localizado no oitavo andar do edifício. A criança aparece entre a estrutura da janela (esquadria) e a tela de proteção instalada na parte externa, em uma altura estimada em aproximadamente 20 metros do solo. A cena foi registrada por moradores ou pessoas que estavam nas proximidades do prédio e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.
No vídeo, é possível perceber o momento de tensão vivenciado por quem acompanhava a situação. A criança permanece na parte externa da janela, em uma posição que representava risco significativo de queda. Pouco depois, um adulto consegue puxá-la de volta para o interior do apartamento, encerrando o episódio sem registro de queda.
A ocorrência reacendeu o debate sobre segurança em unidades residenciais verticais, especialmente em prédios onde há crianças pequenas. Embora o apartamento contasse com tela de proteção instalada, o fato de a criança ter conseguido ficar entre a janela e a tela levantou questionamentos sobre a forma de instalação, manutenção e supervisão no ambiente doméstico.
Especialistas em segurança predial alertam que telas de proteção são dispositivos amplamente utilizados para prevenção de quedas, mas precisam ser corretamente instaladas, tensionadas e revisadas periodicamente. A eficácia do equipamento depende da qualidade do material, da fixação adequada e do acompanhamento técnico, além da atenção constante dos responsáveis.
O caso também evidencia um ponto recorrente em condomínios residenciais: a importância da conscientização de moradores sobre riscos em janelas e sacadas, principalmente em andares elevados. Mesmo com dispositivos de segurança, situações inesperadas podem ocorrer caso haja falhas estruturais, uso inadequado ou ausência momentânea de supervisão.
A ampla repercussão do vídeo transformou o episódio em um alerta para síndicos, administradoras e moradores, reforçando a necessidade de manutenção preventiva e de orientação contínua dentro dos condomínios.
Fonte: R7