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Alerta do síndico leva PM a quase 900 g de drogas escondidas em caixa de luz

person Shirlei Brites
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A atenção de um síndico às áreas comuns do prédio levou a Polícia Militar de Santa Catarina a apreender cerca de 879 gramas de drogas em um edifício residencial no bairro Perequê, em Porto Belo, no litoral catarinense. A ação ocorreu na manhã de segunda-feira, 19 de outubro de 2026. Segundo os portais HoraLitoralSC e Top Elegance, foi o síndico quem informou à guarnição a localização das substâncias suspeitas, o que deu início às buscas. A cocaína e a maconha estavam escondidas dentro de uma caixa de luz, nas proximidades de um dos apartamentos.

Além das drogas, os policiais recolheram uma balança de precisão e outros materiais que, segundo as reportagens, podem estar ligados ao tráfico. Um homem foi conduzido à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos. Ele não teve o nome divulgado, e as informações disponíveis não apontam prisão em flagrante. De acordo com os relatos, havia indícios de possível envolvimento dele com a venda de entorpecentes, circunstância que ainda deverá ser apurada pela Polícia Civil. Todo o material apreendido foi encaminhado para os procedimentos legais. O portal VipSocial, que noticiou o caso como "quase um quilo" de drogas, também atribui a ação a denúncias recebidas pela polícia.

O caso chama atenção para um tipo de esconderijo cada vez mais citado em ocorrências policiais dentro de condomínios: as áreas técnicas de uso comum. Caixas de luz, quadros de medição, shafts, casas de máquinas e forros são locais pouco frequentados pelos moradores, raramente monitorados por câmeras e, muitas vezes, sem tranca adequada. Para quem quer guardar material ilícito longe da própria unidade, esses espaços parecem oferecer anonimato. Para o síndico, representam um ponto cego da gestão.

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O Código Civil, no artigo 1.348, atribui ao síndico o dever de diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns. Na prática, isso significa conhecer o prédio por inteiro e manter rotinas de inspeção nos espaços técnicos, com registro do que foi verificado. Medidas simples ajudam: manter caixas e quadros fechados com cadeado ou lacre, controlar quem tem as chaves, posicionar câmeras nos corredores que dão acesso a essas áreas e orientar zeladores e porteiros a comunicar qualquer objeto estranho encontrado.

Igualmente importante é a forma de agir diante da suspeita. A conduta mais segura é que o síndico não investigue por conta própria, não abra pacotes, não confronte moradores e não exponha o caso em grupos de mensagens. O caminho é acionar a polícia pelo 190 ou pelos canais de denúncia anônima, preservar o local e as imagens e deixar que as autoridades conduzam a apuração. Essa postura protege a investigação, evita acusações precipitadas contra inocentes e reduz o risco de retaliação contra quem fez o alerta.

A discrição, aliás, é um ponto sensível. Casos recentes de violência contra síndicos em diferentes regiões do país mostram que a figura do gestor pode ser vista por criminosos como informante. Por isso, a comunicação com os condôminos sobre episódios desse tipo deve ser objetiva, sem nomes e sem detalhes que possam identificar quem acionou a polícia.

Em Porto Belo, a Polícia Militar reforçou que a colaboração da comunidade é essencial para combater o tráfico. Para os condomínios, o episódio deixa uma lição clara: a segurança não depende apenas da portaria, mas também do cuidado com cada canto do prédio que costuma passar despercebido.

Fonte: VipSocial

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Escrito por

Shirlei Brites

Colunista do Portal SBM.

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