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Após temporal, síndicos e prefeituras do norte do RS avaliam danos em prédios e mil residências.

person Gabriele Fiel
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Nos dias seguintes ao temporal de granizo e vendaval que atinge o norte do Rio Grande do Sul desde a noite de quinta-feira (27), síndicos, administradoras de condomínios e prefeituras da região iniciam o levantamento dos danos em residências e prédios públicos. Segundo balanços da Defesa Civil estadual, milhares de casas e diversos prédios públicos, entre eles escolas e unidades de saúde, sofreram danos estruturais causados pela intensidade das chuvas e pelo impacto das pedras de granizo, cenário que já mobiliza gestores prediais e poder público em pelo menos três municípios da região.

Em Três Palmeiras, um dos municípios mais atingidos, a Defesa Civil e a administração municipal contabilizam ao menos mil residências de áreas urbanas e rurais com telhados danificados pelo granizo. Diante do volume de imóveis afetados, a prefeitura montou pontos de distribuição de lonas para famílias que ficaram com as casas expostas às chuvas seguintes. Em condomínios da cidade, síndicos relatam a necessidade de vistorias emergenciais em coberturas, calhas e áreas comuns, além do acionamento de seguradoras para cobrir os prejuízos identificados logo após a passagem da tempestade. Imagens registradas no município mostram ruas alagadas e coberturas destruídas por pedras de gelo de tamanho considerável, segundo relatos locais.

Os prédios públicos também não escaparam da força do temporal. Em Jaboticaba e Pinheiro Machado, cidades vizinhas na mesma região do norte gaúcho, escolas e unidades de saúde foram alagadas, comprometendo o funcionamento de serviços essenciais enquanto durarem os reparos. As prefeituras dos dois municípios já iniciaram o mapeamento dos danos em equipamentos públicos e avaliam a necessidade de decretar situação de emergência, medida que agiliza o acesso a recursos de reconstrução e orienta como síndicos e moradores devem proceder para solicitar apoio junto ao poder público.

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Outros municípios do norte e do centro do Rio Grande do Sul também registraram ocorrências relacionadas ao temporal. Em Amaral Ferrador, Candiota, Pedras Altas, Santa Cruz do Sul, Santa Vitória do Palmar e São Sepé, a Defesa Civil relatou pontos de alagamento, obstrução de vias e queda de árvores, em menor escala do que em Três Palmeiras. O conjunto de ocorrências reforça o caráter regional do fenômeno, associado ao avanço de uma frente fria sobre o Sul do Brasil, e a necessidade de resposta coordenada entre síndicos, administradoras e prefeituras em toda a área afetada.

Para administradoras de condomínios e síndicos profissionais do norte gaúcho, o momento pós-temporal costuma ser tão decisivo quanto a própria tempestade. Especialistas em gestão predial recomendam que a primeira providência seja o registro fotográfico e em vídeo dos danos, documentação essencial tanto para o acionamento de seguros quanto para pedidos de apoio junto às prefeituras. Em seguida, recomenda-se a contratação de profissionais habilitados para avaliar a segurança estrutural de telhados, lajes e áreas comuns antes da liberação do uso desses espaços, evitando acidentes durante a sequência de chuvas ainda prevista.

O temporal no norte gaúcho integra um cenário mais amplo de instabilidade climática que atingiu o RS e SC a partir de quinta-feira (27) e já provocou ao menos três mortes na região Sul. Em Porto Alegre, um menino de 8 anos morreu na sexta-feira (28) após uma árvore cair sobre a casa onde dormia, na Vila Barranco, zona norte da capital; a mãe e um irmão de 4 meses tiveram ferimentos leves, segundo o CBMRS. Em Arroio Grande, um homem de 72 anos morreu depois que o carro em que estava foi arrastado pela enxurrada. Em Santa Catarina, uma mulher de 39 anos morreu após ser atingida por um raio na Praia do Sonho, em Palhoça.

O Inmet mantém alertas para RS, SC e Paraná, com previsão de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo chegar a 100 milímetros em um único dia, ventos de até 100 km/h e nova possibilidade de granizo, além de chance de ciclone extratropical entre segunda (31) e terça-feira (1º/9). Para síndicos e administradoras da região, o alerta reforça a urgência de concluir vistorias e reparos antes de novas chuvas, já que estruturas fragilizadas pelo granizo tendem a sofrer agravamento rápido em nova tempestade.

Historicamente, o norte e o noroeste do Rio Grande do Sul figuram entre as regiões mais suscetíveis a temporais de granizo associados a frentes frias de inverno e início de primavera, fenômeno que costuma se repetir em ciclos curtos na mesma estação. Para o setor condominial local, esse padrão reforça a importância de um planejamento preventivo permanente, manutenção periódica de coberturas, seguros compatíveis com o risco climático e protocolos internos de resposta rápida, para que síndicos e prefeituras acionem rotinas já testadas de vistoria, comunicação e solicitação de apoio, em vez de improvisar a cada novo episódio.

 

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Fonte: Correio do Povo

Foto de Gabriele Fiel
Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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