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Automação e IA criam nova realidade para síndicos e administradoras.

person Gabriele Fiel
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O avanço de tecnologias voltadas à administração predial começou a alterar de forma acelerada a rotina de condomínios residenciais e comerciais no Brasil. Sistemas de automação, inteligência artificial, controle digital de acesso, aplicativos de gestão e plataformas integradas de monitoramento passaram a ocupar espaço estratégico em empreendimentos que buscam reduzir custos operacionais, reforçar a segurança e melhorar a comunicação entre síndicos, moradores e prestadores de serviço. O movimento ganhou força nos últimos anos e agora começa a consolidar uma nova etapa de profissionalização do mercado condominial.

Segundo informações divulgadas em conteúdo patrocinado publicado pelo Valor Econômico em parceria com a DINO, empresas especializadas em tecnologia para condomínios registram crescimento na procura por soluções digitais capazes de integrar funções administrativas, financeiras e operacionais em uma única plataforma. A tendência acompanha uma transformação mais ampla do setor imobiliário, impulsionada pela digitalização de serviços e pelo aumento da exigência dos moradores em relação à segurança, praticidade e transparência.

Entre as tecnologias que mais avançam estão os sistemas de portaria remota, reconhecimento facial, leitura automática de placas, sensores inteligentes e softwares de gestão financeira. Em muitos empreendimentos, o tradicional controle manual de visitantes já foi substituído por aplicativos integrados ao celular dos moradores. O objetivo é reduzir falhas humanas, ampliar a rastreabilidade de acessos e diminuir despesas fixas com equipes presenciais.

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O crescimento dessas soluções ocorre em um momento de pressão financeira sobre os condomínios. O aumento dos custos trabalhistas, reajustes de contratos de manutenção e despesas com energia elétrica têm levado síndicos e administradoras a buscar alternativas para equilibrar os orçamentos sem comprometer a segurança. Em condomínios de médio porte, a adoção de portaria remota, por exemplo, pode representar redução significativa de gastos operacionais, embora o modelo ainda gere debates sobre riscos e adaptação dos moradores.

Especialistas do setor apontam que a transformação tecnológica também altera o perfil do síndico moderno. Além das responsabilidades jurídicas e administrativas tradicionais, cresce a necessidade de conhecimento sobre proteção de dados, segurança digital e gestão de infraestrutura conectada. A entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ampliou a preocupação com armazenamento de imagens, controle de informações pessoais e contratação de fornecedores especializados em cibersegurança.

Outro fator que impulsiona o mercado é a mudança no comportamento dos moradores após a consolidação do trabalho híbrido e do aumento da permanência das pessoas dentro dos condomínios. Serviços digitais passaram a ser vistos não apenas como diferenciais, mas como itens essenciais de conveniência. Aplicativos para reservas de áreas comuns, assembleias virtuais, emissão automática de boletos e comunicação instantânea reduziram processos burocráticos e aceleraram decisões administrativas.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta desafios importantes. A implementação de soluções tecnológicas exige investimentos iniciais elevados em alguns casos, além de treinamento para moradores e funcionários. Há também resistência cultural em condomínios mais antigos, onde parte dos moradores ainda demonstra preferência por modelos tradicionais de operação. A substituição de mão de obra presencial por automação continua sendo um dos temas mais sensíveis nas assembleias condominiais.

O mercado de tecnologia condominial, no entanto, segue em expansão. Empresas do setor têm ampliado ofertas de plataformas integradas que combinam segurança, automação e análise de dados em tempo real. O uso de inteligência artificial para identificação de comportamentos suspeitos, previsão de falhas em equipamentos e otimização do consumo energético já começa a aparecer em empreendimentos de alto padrão e tende a se popularizar gradualmente nos próximos anos.

Para síndicos e administradoras, a transformação tecnológica deixou de ser apenas uma tendência e passou a representar uma decisão estratégica. Condomínios que investem em inovação buscam não apenas eficiência operacional, mas também valorização patrimonial e maior competitividade no mercado imobiliário. Em um cenário de moradores mais exigentes e custos crescentes, a tecnologia começa a ocupar papel central na gestão condominial brasileira.

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Fonte: Valor Econômico 

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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