Churrasco com 40 convidados vira caos em condomínio de Curitiba e termina com síndico sacando arma após agressão.
Uma confraternização entre moradores em um condomínio residencial de Curitiba terminou em confusão generalizada no último fim de semana, após reclamações de barulho e desentendimentos entre participantes da festa e a administração do prédio. O episódio ganhou repercussão nas redes sociais depois que vídeos da discussão circularam na internet, mostrando o momento em que o síndico do condomínio, que também é policial militar, saca uma arma durante o tumulto.
O caso ocorreu em um condomínio localizado no bairro Atuba, na capital paranaense. Segundo relatos, a situação começou na tarde de domingo, quando moradores passaram a reclamar do volume do som e da movimentação intensa em uma confraternização organizada por uma moradora na área de churrasqueira do residencial.
De acordo com a administração do condomínio, a festa teria reunido cerca de 40 pessoas, número muito acima da capacidade prevista para o espaço, que comportaria aproximadamente 15 convidados. Além do excesso de pessoas, vizinhos relataram barulho elevado, gritos e comportamento considerado inadequado para o ambiente coletivo.
Diante das reclamações, funcionários do condomínio, entre eles o zelador e o porteiro, foram até o local para pedir que o volume do som fosse reduzido e que as regras internas fossem respeitadas. A tentativa de mediação, no entanto, não teria sido bem recebida pelos participantes da confraternização.
Segundo relatos da administração, os funcionários teriam sido hostilizados durante a abordagem. Em um dos episódios narrados, o zelador teria sido atingido por latas de cerveja arremessadas por convidados da festa após tentar conversar com os responsáveis pelo evento.
Com a situação se agravando, o síndico decidiu ir pessoalmente até a área da churrasqueira para tentar resolver o conflito. Foi nesse momento que a discussão se intensificou. Durante o bate-boca, um dos convidados da festa teria desferido um soco no rosto do síndico, dando início a um confronto que rapidamente elevou o nível de tensão entre os presentes.
Após ser agredido, o síndico sacou uma pistola que carregava consigo, afirmando posteriormente que a atitude foi uma reação de legítima defesa diante da agressão sofrida. Apesar do momento de tensão, nenhum disparo foi efetuado.
O episódio causou pânico entre moradores e convidados, principalmente porque havia crianças no local no momento da discussão. Em determinado momento da confusão, segundo testemunhas, um dos participantes chegou a pegar uma faca na área da churrasqueira, mas foi contido por outras pessoas presentes antes que a situação evoluísse para algo mais grave.
A intervenção de moradores e o chamado da polícia ajudaram a acalmar os ânimos poucos minutos depois, evitando que a situação terminasse em uma tragédia. Apesar do tumulto, ninguém sofreu ferimentos graves.
Após o incidente, o clima no condomínio permaneceu tenso. A discussão se estendeu para o grupo de WhatsApp dos moradores, onde houve troca de acusações entre as partes envolvidas. Parte dos condôminos manifestou apoio à postura do síndico, alegando que ele tentou apenas fazer cumprir as regras do condomínio diante das reclamações de barulho.
A administração do condomínio informou que medidas administrativas foram tomadas contra a moradora responsável pela confraternização, incluindo a aplicação de multas por descumprimento das normas internas. Além disso, o departamento jurídico que assessora o condomínio avalia a possibilidade de abrir ação criminal contra três pessoas por lesão corporal.
Do outro lado da história, a moradora que organizou o churrasco afirma que houve excesso de barulho, mas nega que a situação justificasse a forma como o síndico conduziu a abordagem. Segundo ela, o som já havia sido desligado e a confraternização estava terminando quando a discussão começou.
A moradora também relatou ter se sentido intimidada durante o episódio e afirma que pretende buscar medidas judiciais para garantir sua segurança, alegando medo após o ocorrido. Ela registrou boletim de ocorrência e contratou um advogado para acompanhar o caso.
O caso ocorrido em Curitiba ilustra como pequenas situações do cotidiano, como uma festa ou um churrasco entre vizinhos, podem rapidamente se transformar em episódios de grande tensão quando regras e limites de convivência não são respeitados ou quando as abordagens de mediação falham.
Agora, a expectativa é que a investigação e possíveis medidas judiciais definam responsabilidades pelo ocorrido, enquanto o condomínio tenta restabelecer a convivência entre os moradores após um episódio que abalou a tranquilidade do local.
Fonte: CATVE