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Condomínio de Moema é alvo de furto com adolescentes e carro roubado.

person Gabriele Fiel
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Um condomínio residencial na Avenida Rouxinol, no bairro de Moema, na zona sul de São Paulo, foi alvo de uma tentativa de furto na madrugada deste domingo, dia 19 de julho, que terminou com a prisão de um homem de 22 anos e a apreensão de três adolescentes, de 14, 16 e 17 anos. A ação, registrada por câmeras de monitoramento do próprio empreendimento e pelas câmeras corporais dos policiais militares que atenderam a ocorrência, expõe mais uma vez a vulnerabilidade de condomínios residenciais a ações coordenadas de grupos que combinam menores de idade e veículos roubados para escapar da responsabilização penal plena.

Segundo boletim divulgado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, equipes do 12º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano foram acionadas pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) após identificação de movimentação suspeita no local. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o portão de acesso ao condomínio danificado, com sinais evidentes de arrombamento. Três dos suspeitos foram localizados ainda dentro do perímetro do condomínio, tentando fugir, e com eles foram apreendidas ferramentas que, segundo a investigação, teriam sido utilizadas para forçar a entrada.

A cena ganhou contorno mais grave quando as equipes de patrulhamento identificaram, nas imediações, um quarto integrante do grupo: um homem de 22 anos que aguardava em um veículo estacionado nas proximidades. Ao vistoriar o automóvel, os policiais constataram sinais de adulteração na identificação do veículo, que, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), havia sido roubado. A presença de um adulto dando suporte logístico à ação de três menores é o elemento que, para investigadores, indica um padrão recorrente no estado de São Paulo: o uso de adolescentes na execução do delito, protegidos por um regime penal mais brando, enquanto um adulto coordena a logística de fuga.

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Durante a apresentação da ocorrência no 27º Distrito Policial, no Campo Belo, um dos adolescentes apreendidos relatou aos policiais ter participado, no dia anterior, de um furto registrado no município de Piracicaba, no interior paulista — caso que agora será apurado pela Polícia Civil e que reforça a hipótese de deslocamento do grupo entre diferentes regiões do estado em busca de alvos. A ocorrência foi formalizada com o enquadramento de tentativa de furto, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, corrupção de menores e localização e apreensão de veículo, conforme informou a SSP.

Ao fim dos procedimentos, o homem de 22 anos permaneceu preso e à disposição da Justiça. Dois dos três adolescentes continuaram apreendidos, enquanto o mais novo, de 14 anos, foi liberado ao responsável legal após a assinatura de um termo de compromisso, procedimento previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para casos em que não há decretação de internação provisória.

Para o mercado condominial, episódios como o de Moema reacendem um debate recorrente entre síndicos e administradoras: a eficácia dos sistemas de controle de acesso e monitoramento perimetral diante de ações rápidas e bem planejadas. Portões danificados por arrombamento, mesmo em bairros nobres e com forte presença de segurança privada, mostram que a barreira física precisa estar sempre acompanhada de tecnologia de detecção em tempo real, sensores de abertura forçada, botões de pânico integrados a centrais de monitoramento e integração direta com o COPOM, que permite tempo de resposta mais rápido, como ocorreu neste caso.

O envolvimento recorrente de adolescentes nesse tipo de crime patrimonial também é um dado que preocupa especialistas em segurança urbana. Levantamentos do setor de segurança privada apontam aumento na cooptação de menores por adultos em ações contra condomínios residenciais em grandes centros urbanos, o que exige de síndicos e conselhos fiscais atenção redobrada na revisão de protocolos de segurança, na manutenção de portões e cercas, e na atualização de contratos com empresas de monitoramento eletrônico.

A Polícia Militar reforça que a rapidez no acionamento do COPOM foi determinante para impedir a consumação do furto e para a localização de todos os envolvidos ainda nas imediações do condomínio. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve apurar a extensão da atuação do grupo em outras ocorrências na Grande São Paulo e no interior do estado.

 

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Fonte: Portal de Notícias da PMESP - Diário do Grande ABC - G1

Foto de Gabriele Fiel
Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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