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Crime que chocou Caldas Novas: Síndico acusado de assassinar corretora quebra o silêncio, chora em depoimento e revela nova versão do crime.

person Gabriele Fiel
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O caso que chocou moradores de condomínios em todo o Brasil ganhou um novo capítulo. O síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado de assassinar a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, falou pela primeira vez publicamente sobre o crime e se emocionou durante depoimento divulgado em reportagem policial da televisão.

O homicídio aconteceu em Caldas Novas, em Goiás, e ganhou grande repercussão nacional após a descoberta de que a vítima havia desaparecido dentro do próprio condomínio onde morava. O corpo de Daiane foi localizado semanas depois em uma área de mata às margens da rodovia GO-213, com marcas de tiros na cabeça, encerrando um período de mais de 40 dias de buscas e incertezas.

Desaparecimento começou dentro do condomínio

Segundo a investigação, Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 após descer até o subsolo do edifício onde residia para verificar um problema de energia elétrica em seu apartamento. Câmeras de segurança mostraram a corretora entrando no elevador e se dirigindo ao estacionamento do prédio, mas ela nunca mais foi vista saindo do local.

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O caso rapidamente levantou suspeitas sobre o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, responsável pela administração do condomínio. Conforme relatos de moradores e familiares, havia um histórico de conflitos entre ele e a corretora relacionados à gestão do edifício e a disputas envolvendo unidades do prédio.

As investigações apontaram que a queda de energia que motivou a descida de Daiane ao subsolo poderia ter sido provocada propositalmente, criando uma situação que atrairia a vítima para o local onde teria ocorrido a emboscada.

Polícia aponta planejamento do crime

De acordo com a Polícia Civil, a análise de imagens e dados coletados durante o inquérito indicou que o crime teria sido planejado. Vídeos recuperados do celular da vítima ajudaram a reconstituir o momento em que ela foi atacada no subsolo do prédio.

Segundo as autoridades, Daiane teria sido surpreendida, agredida e posteriormente levada para outro local, onde acabou executada com disparos na cabeça. O corpo foi encontrado apenas no fim de janeiro de 2026 em uma área rural fora da cidade.

Além do síndico, o filho dele também chegou a ser investigado por suspeita de envolvimento no crime e possível tentativa de obstrução das investigações.

Depoimento emocionado chama atenção

Em entrevista exibida em reportagem policial, Cléber Rosa de Oliveira falou sobre o caso e apareceu visivelmente abalado. Durante o depoimento, o síndico chorou e disse estar arrependido pelo que aconteceu.

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Segundo ele, a morte teria ocorrido após uma discussão com a corretora. A versão apresentada afirma que o conflito teria escalado rapidamente, culminando em violência. A defesa do acusado sustenta que o episódio não teria sido planejado da forma como a investigação policial aponta.

Apesar da manifestação pública do suspeito, as autoridades reforçam que as provas reunidas ao longo do inquérito indicam uma sequência de ações que caracterizariam planejamento prévio do crime.

Relação entre vítima e síndico já era conflituosa

Relatos de familiares e moradores indicam que a relação entre Daiane e o síndico vinha se deteriorando há algum tempo. A corretora possuía vários apartamentos no condomínio, alguns deles destinados à locação, o que gerava divergências com a administração do prédio.

Também havia disputas administrativas e questionamentos sobre decisões do condomínio, o que teria aumentado a tensão entre as partes antes do desaparecimento.

Esses conflitos passaram a ser analisados pela polícia como possível motivação para o crime.

Investigação e processo

A investigação policial reuniu depoimentos, perícias e análises de imagens para reconstruir os momentos que antecederam o desaparecimento da corretora. A polícia também realizou reconstituições do crime para verificar se as versões apresentadas pelo acusado coincidiam com as provas técnicas.

O caso segue sendo acompanhado pela Justiça e deve avançar para as próximas fases do processo criminal.

Enquanto isso, a família da vítima continua pedindo justiça e afirma esperar que todos os responsáveis sejam responsabilizados.

 

Fonte: Notícias R7

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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