Gestão de piscinas em condomínios exige rigor após caso fatal em São Paulo.
Um caso ocorrido na zona leste de São Paulo acendeu um alerta importante para a gestão de piscinas coletivas em todo o país. Uma mulher de 27 anos morreu após passar mal durante uma aula de natação em uma academia. Outras pessoas que estavam na piscina também apresentaram sintomas como ardência nos olhos, dificuldade respiratória e mal-estar intenso, sendo hospitalizadas.
Segundo relatos de testemunhas, momentos antes dos alunos começarem a se sentir mal foi percebido um forte odor químico no ambiente. A vítima foi socorrida, mas sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu. Outros frequentadores precisaram de atendimento médico, incluindo um adolescente.
As autoridades investigam possível falha na dosagem ou no manuseio de produtos químicos utilizados no tratamento da água da piscina. O estabelecimento foi interditado para perícia técnica. A apuração busca identificar se houve erro operacional, negligência ou descumprimento de normas sanitárias.
Embora o episódio tenha ocorrido em uma academia, o caso tem impacto direto sobre a gestão de piscinas em condomínios residenciais e clubes, onde os riscos e as responsabilidades são semelhantes.
O alerta para condomínios
Piscinas não são apenas áreas de lazer, são ambientes técnicos que exigem controle rigoroso da qualidade da água e do ar, especialmente em espaços cobertos.
Falhas na dosagem de produtos, mistura inadequada de substâncias ou ventilação insuficiente podem gerar intoxicações, processos judiciais, multas sanitárias e até responsabilização civil e criminal do condomínio e do síndico, caso seja comprovada negligência.
Entre as medidas essenciais estão:
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Contratação de empresa especializada com responsável técnico;
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Controle e registro diário de pH, cloro livre e alcalinidade;
Publicidade -
Armazenamento adequado de produtos químicos;
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Proibição de mistura manual improvisada de substâncias;
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Manutenção da ventilação/exaustão em piscinas cobertas;
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Guarda documental de laudos e manutenções.
Riscos da cloramina e da liberação de gases em piscinas
O que é cloramina?
A cloramina é formada quando o cloro reage com suor, urina e resíduos orgânicos presentes na água. Ela é a principal responsável pelo cheiro forte associado ao “excesso de cloro”.
Pode causar:
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Ardência nos olhos
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Irritação na pele
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Tosse
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Desconforto respiratório
Em piscinas cobertas, pode se acumular no ar e aumentar o risco de intoxicação por inalação.
Liberação de gases tóxicos
Misturas inadequadas de produtos químicos, como diferentes tipos de cloro ou combinação com ácidos, podem liberar gás cloro ou outros vapores tóxicos.
A exposição pode provocar:
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Dificuldade para respirar
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Irritação intensa nas vias aéreas
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Sensação de sufocamento
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Náusea e tontura
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Comprometimento pulmonar em casos graves
Ambientes fechados com ventilação deficiente aumentam significativamente o risco.
Sinal de alerta importante
Piscina com cheiro muito forte não significa limpeza eficiente. Na maioria das vezes, indica desequilíbrio químico e possível formação excessiva de cloraminas.
Fonte: G1