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Joinville pode mudar regras dos condomínios com nova lei sobre carros elétricos: veja o que pode virar obrigação.

person Gabriele Fiel
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Um novo projeto de lei em tramitação na Câmara de Vereadores de Joinville (SC) pode transformar a rotina de condomínios residenciais e comerciais ao regulamentar a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos. A proposta surge em resposta ao crescimento acelerado da frota eletrificada e à falta de regras claras sobre o tema dentro dos empreendimentos imobiliários.

O Projeto de Lei nº 113/2026, apresentado pelo vereador Neto Petters, busca garantir segurança jurídica aos moradores que desejam instalar carregadores em suas vagas de garagem, evitando conflitos entre condôminos, síndicos e administradoras. A ideia central é assegurar que o proprietário possa adaptar sua vaga para o uso de tecnologias modernas, desde que respeite requisitos técnicos e de segurança.

Atualmente, muitos condomínios enfrentam dúvidas sobre quem deve arcar com custos, quais adaptações são necessárias e até se a instalação pode ser proibida. Com a proposta, a tendência é reduzir esses conflitos, criando regras mais claras para todos os envolvidos.

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Outro ponto relevante do projeto é a exigência de que novas edificações sejam entregues com infraestrutura preparada para receber sistemas de recarga elétrica. Essa medida segue uma tendência nacional e internacional, considerando que a mobilidade elétrica cresce rapidamente e tende a se tornar padrão nos próximos anos.

O avanço dos veículos elétricos no Brasil reforça essa necessidade. Dados recentes indicam que o país já ultrapassou a marca de 200 mil veículos totalmente elétricos em circulação desde 2022. Além disso, o número de pontos públicos e semipúblicos de recarga ultrapassou 21 mil unidades, com crescimento significativo nos últimos meses.

Esse crescimento coloca os condomínios no centro da discussão, já que boa parte dos usuários depende de recarga doméstica para manter a autonomia dos veículos. A residência se torna, portanto, o principal local de abastecimento energético, algo comparável ao papel que a garagem teve no surgimento dos primeiros automóveis.

Além dos benefícios ambientais e tecnológicos, a proposta também aborda a necessidade de segurança técnica. Instalações inadequadas podem gerar riscos de sobrecarga elétrica e incêndios, especialmente em edifícios antigos. Por isso, projetos desse tipo costumam exigir laudos técnicos, uso de profissionais habilitados e adequações estruturais antes da instalação dos equipamentos.

O tema não é isolado em Joinville. Diversas cidades brasileiras vêm discutindo regulamentações semelhantes. Em Curitiba, por exemplo, outro projeto em tramitação também prevê garantir ao condômino o direito de instalar o equipamento em vaga privativa, desde que respeite normas técnicas e de segurança.

Essa movimentação legislativa acompanha a expansão da mobilidade elétrica e reflete mudanças profundas no mercado imobiliário. Empreendimentos novos já começam a incluir infraestrutura elétrica reforçada como diferencial competitivo, enquanto prédios mais antigos precisam avaliar custos de adaptação e planejamento energético.

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Para síndicos e administradoras, o impacto tende a ser significativo. Além de adaptar regulamentos internos, será necessário avaliar a capacidade elétrica do prédio, criar normas de uso e definir responsabilidades sobre consumo de energia e manutenção dos equipamentos.

Se aprovado, o projeto poderá representar um marco importante para condomínios da região e servir como referência para outras cidades brasileiras, consolidando a recarga elétrica como parte essencial da infraestrutura predial moderna.

 

Fonte: Chuville

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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