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Justiça bloqueia bens de síndico acusado de desviar R$ 124 mil de condomínio em Águas Claras.

person Gabriele Fiel
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A Justiça do Distrito Federal decretou o bloqueio de um apartamento pertencente ao ex-síndico do condomínio Gramercy Village, no bairro Águas Claras, em razão de acusações de desvio de verbas do condomínio. 

Segundo a denúncia apresentada pelos representantes do condomínio, entre 2023 e 2025 o ex-síndico realizou diversas transferências via PIX da conta do condomínio para contas pessoais, somando R$ 115.647,76

Além dessas transferências, foi identificada a compra de um iPhone 16, no valor de aproximadamente R$ 9 mil, com uso destinado ao ex-síndico, pago com dinheiro do condomínio. O celular não havia sido aprovado em assembleia nem constava no orçamento do condomínio. 

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Segundo moradores, após serem confrontados sobre os valores desviados, o ex-síndico não apresentou justificativas plausíveis nem manifestou intenção de ressarcir o prejuízo. 

Decisão judicial

Em 10 de novembro de 2025, a 1ª Vara Cível de Águas Claras determinou o sequestro cautelar do imóvel do ex-síndico como forma de garantir eventual ressarcimento ao condomínio. 

A Justiça dispensou a realização de audiência de conciliação, sob o argumento de que a chance de acordo era “extremamente baixa” em casos desse tipo. 

A medida cautelar permaneceu valendo enquanto o processo corre, ou até que o valor seja restituído ou outro bem seja penhorado. Conforme apuração, a ação judicial busca assegurar a reparação dos prejuízos causados ao condomínio. 

Contexto e repercussão

O caso alerta para a importância da transparência e do controle rigoroso de contas e movimentações financeiras em condomínios. Muitos gestores e condôminos talvez não percebam que um síndico tem acesso amplo às finanças, o que demanda fiscalização constante.

O episódio reforça a importância de assembleias, prestação de contas periódica e acesso dos condôminos a extratos e decisões de gastos, especialmente quando há movimentações atípicas, como transferências pessoais ou compras não aprovadas oficialmente.

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Em relação ao mercado de administração condominial, o caso provavelmente gerará maior atenção de condomínios e administradoras para a adoção de boas práticas de governança e pode motivar a busca de serviços mais profissionalizados de controle financeiro.

No plano jurídico, decisões como essa demonstram que síndicos podem enfrentar consequências sérias, inclusive perda de bens, em casos de apropriação indevida. Isso tem potencial de funcionar como exemplo dissuasor para má-gestão.

Situação atual

A Justiça já bloqueou o imóvel do ex-síndico para garantir o ressarcimento dos valores desviados. 

Até o momento da reportagem, o ex-síndico não havia respondido aos pedidos de esclarecimento feitos pela imprensa. 

O caso segue em curso, com possibilidade de outros desdobramentos judiciais, incluindo ressarcimento do condomínio e eventuais pedidos de indenização, se houver danos adicionais. 

 

Fonte: Metrópolis - SIPCES

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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