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Lajeado: após afastamento judicial de gestor, Terracota Residence anuncia síndico profissional.

person Gabriele Fiel
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O condomínio Terracota Residence, localizado no bairro Olarias, em Lajeado (RS), viveu nas últimas semanas uma profunda mudança administrativa após a Justiça determinar o afastamento do síndico que comandava a gestão do residencial. A decisão judicial foi tomada diante de indícios de irregularidades na condução financeira do condomínio, o que gerou mobilização entre moradores e culminou na contratação de uma empresa especializada para assumir a administração.

Em assembleia realizada na noite de segunda-feira (10), os condôminos aprovaram a substituição do modelo de gestão anterior, conduzido por um síndico morador, por um sistema profissional. A empresa escolhida para assumir a função é local e passará a atuar tanto na gestão administrativa quanto na sindicância do empreendimento.

A mudança marca uma tentativa de reorganizar a administração do condomínio após semanas de tensão interna e questionamentos sobre a transparência na gestão dos recursos.

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Origem da crise no condomínio

O episódio começou a ganhar repercussão após moradores questionarem a prestação de contas e a utilização do fundo de reserva do condomínio. A insatisfação levou a protestos e à mobilização de condôminos que exigiam maior transparência sobre as movimentações financeiras da gestão anterior.

Com a apresentação de documentos e extratos bancários por parte de moradores, surgiram indícios de transferências de valores da conta do condomínio para empresas vinculadas diretamente ao então síndico. Segundo os autos do processo, as movimentações indicariam possível conflito de interesses e confusão patrimonial entre recursos pessoais e do condomínio.

Diante desse cenário, a Justiça determinou o afastamento imediato do gestor. A decisão retirou dele todos os poderes administrativos e de representação do condomínio, incluindo o acesso às contas bancárias e a gestão financeira do empreendimento.

A magistrada responsável pelo caso apontou que os documentos apresentados evidenciavam possível violação do dever de transparência e lealdade exigido de um síndico, justificando a medida emergencial para preservar o patrimônio coletivo dos condôminos.

Assembleia decide por gestão profissional

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Com o afastamento judicial e a necessidade de reorganizar a administração, os moradores convocaram uma assembleia para deliberar sobre o futuro da gestão do Terracota Residence.

Durante a reunião, foi apresentada a proposta de contratação da nova empresa para assumir o serviço de síndico profissional. A proposta foi aprovada pelos condôminos, marcando a transição de um modelo de gestão orgânica, em que o síndico é eleito entre os moradores, para um modelo profissionalizado.

A empresa escolhida atua há cerca de três anos no mercado de administração condominial e presta serviços para aproximadamente 50 condomínios na região de Lajeado, tanto na função de administradora quanto na de síndico profissional.

A expectativa dos moradores é que a nova estrutura administrativa traga maior controle financeiro, padronização de processos e transparência na prestação de contas.

Próximos passos da nova gestão

Com a entrada da nova administração, a expectativa é que seja realizado um diagnóstico completo da situação financeira e administrativa do condomínio. Esse tipo de auditoria inicial costuma incluir análise de contratos, verificação de contas bancárias, revisão de despesas e avaliação da situação jurídica do empreendimento.

Dependendo do resultado desse levantamento, podem ser adotadas medidas adicionais, como auditorias independentes, renegociação de contratos ou até eventuais ações judiciais para recuperação de valores, caso irregularidades sejam confirmadas.

Para os moradores, a prioridade agora é restabelecer a confiança na administração do condomínio e garantir que os recursos coletivos sejam geridos de forma transparente e responsável.

O caso também serve de alerta para outros condomínios sobre a importância da fiscalização interna, da participação dos moradores nas assembleias e da adoção de boas práticas de governança condominial.

Fonte: Grupo independente

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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