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Mercadinhos “honestos” em condomínios: a tendência que está mudando a rotina dos moradores na Grande Curitiba.

person Gabriele Fiel
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O conceito de mercadinhos honestos (pequenos mercados autônomos instalados dentro de condomínios e funcionais 24 horas) vem conquistando cada vez mais espaço em prédios residenciais na Grande Curitiba, ganhando destaque como solução prática, conveniente e alinhada às novas necessidades do consumidor moderno.

Embora despontado durante a pandemia de Covid-19, esse modelo segue em expansão e já apresenta números expressivos: segundo dados da Associação Paulista de Supermercados (APAS), o Brasil contava com cerca de 10 mil mercados autônomos até o fim de 2024, um crescimento de 53,5% em relação a 2023.

Do isolamento à conveniência diária

Antes da pandemia, encontrar uma pequena loja de conveniência dentro de um condomínio era algo raro no Brasil. Com a necessidade de isolamento social e a busca por soluções de consumo mais rápidas, o chamado varejo de proximidade começou a ganhar força, especialmente entre consumidores que valorizam praticidade no dia a dia. 

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Os mercadinhos honestos se caracterizam por ocupar espaços compactos (geralmente de 5 m² a 30 m²) e operar sem atendentes, confiando na honestidade dos moradores: o cliente escolhe os produtos, realiza o pagamento por meio de totens digitais, aplicativos ou cartões, e leva consigo o que comprou. Não há filas, e o funcionamento é contínuo, 24 h por dia.

Para moradores como Aline Batista, que vive num condomínio em Araucária, os mercados autônomos representam comodidade e praticidade. Segundo ela, “se falta algum item em casa, basta ir até o mercado do prédio e comprar rapidamente” — ainda que os preços possam ser um pouco mais altos que em supermercados tradicionais. 

Um novo modelo de negócio com potencial de crescimento

Embora o foco principal seja o atendimento a condomínios residenciais, o modelo já começa a alcançar prédios corporativos. A startup curitibana Market4u, pioneira no segmento, conta com mais de 2 mil unidades em 20 estados brasileiros, o que demonstra a escalabilidade da proposta. Além disso, a empresa registrou recorde de instalações em escritórios e espaços corporativos no último ano, cerca de 230 unidades, impulsionando o fenômeno além do residencial.

Segundo o head de planejamento da Market4u, Murilo Araújo, a principal dificuldade está em lidar com a variedade de perfis de consumo entre os moradores de diferentes condomínios, o que exige adaptação do mix de produtos e estratégias de abastecimento por local. 

Especialistas em varejo destacam que a tendência acompanha mudanças profundas no comportamento do consumidor. Estudos apontam que, nos últimos anos, a busca por conveniência próxima à residência cresceu significativamente, impulsionando soluções que reduzem o tempo gasto em deslocamentos e facilitam o acesso aos itens de consumo diário. 

O que isso representa para condomínios e moradores

Benefícios

  • Comodidade imediata: Produtos essenciais disponíveis dentro do prédio, sem necessidade de sair para compras rápidas. 

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  • Funcionalidade 24 h: Ideal para emergências ou necessidades fora de horários convencionais.

  • Valorização do empreendimento: Facilidades extras como esses mercados podem tornar condomínios mais atrativos no mercado imobiliário. 

Desafios

  • Preços mais elevados: Como os mercados sustentam uma operação com pouco ou nenhum funcionário, os valores podem ser superiores aos de redes tradicionais. 

  • Variedade limitada: Itens mais específicos, como hortifrúti, carnes e produtos volumosos, ainda dependem de supermercados maiores. 

  • Barreiras tecnológicas: O funcionamento depende de totens e aplicativos digitais, o que pode ser um desafio para moradores com menos familiaridade com tecnologia. 

Expansão além do residencial

O formato também tem atraído atenção em espaços corporativos, onde a possibilidade de compras rápidas durante o horário de trabalho representa um diferencial de conveniência para funcionários e colaboradores. A presença de mercados autônomos nesses ambientes reforça a ideia de que o conceito pode ser aplicado em diferentes contextos, não apenas em condomínios residenciais. 

Além disso, empresas especializadas em soluções de honest market destacam que a instalação desses mini mercados costuma ser feita com custo zero para o condomínio ou empresa, já que a operação é gerida pelos próprios provedores do serviço. 

O futuro do varejo nos condomínios

O crescimento dos mercadinhos honestos sinaliza que o varejo de proximidade, especialmente em ambientes comunitários, ainda tem muito espaço para evoluir no Brasil. Em um mercado cada vez mais orientado por conveniência, tecnologia e experiências rápidas de consumo, esses mini mercados oferecem uma alternativa prática para quem busca otimizar o tempo no cotidiano.

À medida que mais condomínios incorporam esse tipo de serviço, e com a expansão para prédios comerciais, o modelo pode se tornar um diferencial competitivo para empreendimentos que desejam se destacar no mercado imobiliário e oferecer experiências de moradia mais completas aos seus moradores.

 

Fonte: Jornal Comunicação - Be Honest - Bem Paraná

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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