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Moradores fogem às pressas após prédio afundar e ameaçar desabar em Itajaí.

person Gabriele Fiel
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Um prédio residencial de quatro andares foi evacuado às pressas na noite de quarta-feira (15), no Centro de Itajaí (SC), após apresentar um afundamento significativo que colocou em risco a estabilidade da estrutura. O imóvel, que possui 16 apartamentos destinados à locação, sofreu um deslocamento estrutural estimado em cerca de 40 centímetros em parte do pavimento inferior, gerando temor de colapso.

Moradores relataram que por volta das 21h30 começaram a ouvir estrondos e perceber o surgimento rápido de rachaduras em paredes e pisos. Diante da gravidade da situação, equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram acionadas e iniciaram a retirada imediata dos ocupantes. Ao todo, cerca de 65 pessoas deixaram o prédio às pressas, muitas sem conseguir retirar pertences.

Durante a ocorrência, três moradores tiveram ferimentos leves, principalmente causados por estilhaços de vidro. Além do prédio atingido, duas residências vizinhas também foram evacuadas preventivamente devido ao risco de tombamento da estrutura.

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Após a retirada dos moradores, o edifício foi interditado e permanece isolado para avaliação técnica. Equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Obras iniciaram inspeções para identificar as causas do afundamento e definir se haverá possibilidade de recuperação da estrutura ou necessidade de demolição. Imagens feitas no local mostram rachaduras extensas, desníveis no piso e danos concentrados principalmente na área da garagem, onde ocorreu o maior comprometimento.

O caso reacende o alerta sobre a importância da manutenção e monitoramento contínuo das edificações, especialmente em prédios residenciais. Especialistas destacam que sinais como fissuras, infiltrações e desníveis estruturais podem indicar riscos progressivos e exigem avaliação técnica imediata.

Enquanto o laudo definitivo não é concluído, o risco de colapso total não foi descartado pelas autoridades. As famílias desalojadas seguem em abrigos temporários ou na casa de parentes, aguardando a definição sobre o futuro do edifício e a liberação segura da área.

 

Fonte: Correio 24 Horas

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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