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O que fazer se encontrar objeto suspeito no seu condomínio? Caso em Manaus explica.

person Gabriele Fiel
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Um condomínio residencial na Avenida Torquato Tapajós, no bairro Colônia Terra Nova, zona norte de Manaus, teve as duas entradas bloqueadas no fim da tarde e início da noite desta terça-feira (18) depois que o síndico do prédio notou um objeto suspeito próximo à guarita e acionou a Polícia Militar. Segundo a 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o chamado partiu por volta das 17h. A ocorrência mobilizou o Grupo Marte, esquadrão de manejo de artefatos explosivos da Polícia Militar do Amazonas, que confirmou o risco e detonou o item em uma explosão controlada horas depois. Ninguém ficou ferido e o condomínio não registrou danos materiais.

Ao chegar ao local, os policiais isolaram toda a área interna e bloquearam as duas entradas do residencial, impedindo a passagem de moradores, veículos e pedestres enquanto a análise do objeto, descrito por testemunhas como uma pequena caixa amarela, era conduzida. Um vídeo gravado por moradores e que circulou em grupos de WhatsApp mostra agentes com escudos balísticos avançando com cautela em direção à guarita para avaliar o artefato antes de qualquer intervenção, procedimento padrão adotado pela corporação em situações desse tipo. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acompanhou toda a operação, posicionada nas proximidades para prestar atendimento imediato caso fosse necessário.

O Grupo Marte é a unidade da Polícia Militar do Amazonas especializada em identificar, neutralizar e destruir artefatos explosivos, sejam eles de fabricação industrial ou artesanal, modalidade recorrente nas ocorrências registradas na capital amazonense. A tropa segue protocolos internacionais de segurança, que priorizam o isolamento da área e a distância mínima segura antes de qualquer manuseio do objeto, e opera com equipamentos específicos de neutralização, entre eles dispositivos que permitem a detonação controlada sem a necessidade de contato direto com o item suspeito. No caso do condomínio na Colônia Terra Nova, a estratégia se repetiu: a exposição foi limitada ao mínimo, e a explosão controlada eliminou o risco sem atingir estruturas do prédio ou pessoas na área.

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Casos de artefatos suspeitos em áreas residenciais não são incomuns em Manaus e já levaram o Grupo Marte a atuar em bairros como São Jorge e no entorno do Parque Mosaico em ocorrências anteriores, muitas vezes motivadas por objetos abandonados, artefatos utilizados de forma irregular em festividades ou até mesmo tentativas de intimidação. Para o mercado condominial, episódios como esse reacendem uma discussão recorrente entre síndicos e administradoras: a importância de protocolos internos de segurança bem definidos, que incluam desde a orientação de porteiros e vigilantes sobre como agir diante de objetos não identificados até a atualização de sistemas de monitoramento e controle de acesso nas áreas comuns.

A atuação correta do síndico no caso de Colônia Terra Nova, isolar preventivamente o local e acionar de imediato a polícia, sem tentar manusear o objeto, é apontada por especialistas em segurança predial como a conduta recomendada em qualquer situação semelhante. A recomendação da própria corporação para moradores e gestores condominiais é clara: ao identificar um objeto suspeito, a orientação é não tocar, manter distância segura, orientar a evacuação preventiva da área mais próxima e ligar imediatamente para o 190, número de emergência da Polícia Militar.

Do ponto de vista jurídico, a conduta do síndico também se conecta ao dever de zelo e guarda previsto na legislação condominial, que atribui ao gestor a responsabilidade de adotar medidas imediatas de proteção à vida e ao patrimônio comum diante de qualquer risco identificado nas dependências do condomínio. Casos de omissão ou demora no acionamento das autoridades podem, em tese, gerar questionamentos sobre a responsabilidade civil do síndico perante os condôminos, o que reforça a importância de protocolos de segurança formalizados e conhecidos por toda a equipe operacional do prédio.

Não há, até o fechamento desta edição, informações sobre a origem do artefato encontrado ou sobre eventual investigação policial para apurar quem o deixou no local. A Polícia Militar do Amazonas não divulgou balanço adicional sobre o caso além do que foi apurado pela 18ª Cicom no momento da ocorrência.

 

Fonte: Amazonas Atual

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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