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Obra de subestação elétrica ao lado de prédio histórico em Pelotas é adiada para 2027.

person Gabriele Fiel
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A CEEE Equatorial adiou para 2027 a conclusão da obra da Subestação Pelotas 6, empreendimento avaliado em mais de R$ 32 milhões que seria instalado no centro da cidade, em terreno contíguo a uma edificação tombada pelo patrimônio histórico. A informação foi divulgada pela distribuidora de energia em junho de 2026 e representa um recuo em relação ao cronograma original, que previa a entrega da estrutura ainda dentro de oito meses a partir do início das obras, anunciadas em outubro de 2025.

O projeto integra um pacote mais amplo de investimentos da companhia em Pelotas. Além da nova subestação, estava prevista também a reforma completa da sede administrativa da CEEE Equatorial, localizada no mesmo terreno, um prédio em área tombada pelo patrimônio histórico, cuja fachada deveria ser restaurada enquanto o interior passaria por modernização. O investimento total do conjunto chegava a R$ 37,8 milhões, segundo anúncio oficial da empresa.

A Subestação Pelotas 6 seria a sexta do gênero instalada no município e tinha como objetivo ampliar em 17% a capacidade de fornecimento de energia elétrica na cidade, beneficiando diretamente mais de 220 mil moradores. Para isso, o projeto previa a implantação de uma linha de distribuição com mais de nove quilômetros de rede de alta tensão (138 kV), seis novos alimentadores e um transformador de 33 MVA. A licença ambiental necessária para o início das obras havia sido obtida junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) ainda em julho de 2025, após a apresentação de estudos de impacto na fauna, flora, solo e meio socioeconômico.

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O adiamento para 2027 evidencia a complexidade de projetos de infraestrutura energética em áreas históricas tombadas, onde a legislação de preservação impõe restrições rigorosas às intervenções construtivas. Em Pelotas, cidade reconhecida por seu rico acervo arquitetônico do século XIX, especialmente no entorno da Praça Coronel Pedro Osório, qualquer obra em imóveis ou terrenos tombados demanda aprovação dos órgãos de patrimônio municipais, estaduais e, a depender do bem, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O processo pode incluir exigências de laudos técnicos, projetos especiais e prazos adicionais de análise que não constam do cronograma original de obras convencionais.

Para o setor condominial e para moradores e síndicos da região central de Pelotas, o adiamento tem implicações práticas relevantes. A nova subestação tinha como propósito não apenas ampliar a capacidade instalada, mas sobretudo qualificar o fornecimento, reduzindo oscilações e interrupções de energia que afetam diretamente operações em condomínios, desde portões automáticos e interfones até sistemas de CFTV, iluminação de emergência e bombas de pressurização. A postergação da obra mantém a situação atual por ao menos mais um ano, prolongando eventuais vulnerabilidades na rede da área central.

A CEEE Equatorial, que atua no Rio Grande do Sul após a privatização da antiga CEEE, tem investido continuamente na expansão e modernização da rede elétrica gaúcha. Desde 2024, a distribuidora aplicou mais de R$ 23 milhões em melhorias na rede de Pelotas, além de iniciativas em outros municípios da Zona Sul e do Litoral. O caso da Subestação Pelotas 6 expõe, porém, a tensão crescente entre as demandas de modernização da infraestrutura elétrica urbana e a necessidade de preservar o patrimônio edificado, desafio que se repete em diversas capitais e cidades históricas brasileiras que precisam atualizar redes instaladas há décadas sem comprometer o valor cultural e arquitetônico de seu entorno.

A nova data prevista para a conclusão do empreendimento é 2027. Não foram divulgados publicamente, até o fechamento desta edição, os motivos técnicos ou jurídicos específicos que motivaram o adiamento, nem detalhes sobre eventuais alterações no escopo do projeto em razão das exigências do patrimônio histórico.

 

Fonte: GZH

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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