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Prefeitura da Serra, no Espirito Santo, abre vagas para condomínios aderirem à coleta seletiva do Recicla Serra.

person Gabriele Fiel
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Moradores de condomínios da Serra, no Espírito Santo, ganharam um caminho mais simples para participar da coleta seletiva municipal. Segundo reportagem publicada pelo Portal Tempo Novo em 13 de setembro, a Prefeitura da Serra, por meio da Secretaria de Serviços (Sese), mantém aberto o cadastro de condomínios interessados em aderir ao programa Recicla Serra, iniciativa que recolhe materiais recicláveis separados pelos próprios moradores e os destina a associações de catadores da cidade.

A adesão começa pela manifestação de interesse do condomínio, que pode ser feita por telefone, WhatsApp ou e-mail diretamente com a Sese. A partir daí, uma equipe técnica da secretaria entra em contato e agenda uma visita ao local, quando são explicadas as regras de separação dos materiais e o funcionamento da coleta. Papel, papelão, plástico, metal e vidro estão entre os itens aceitos pelo programa, que exige apenas que o condomínio adquira um bag, compartimento próprio para acondicionar os recicláveis até o dia da retirada.

Para dar suporte à ampliação do número de participantes, a Prefeitura reforçou a estrutura operacional do Recicla Serra e passou a contar com dois caminhões dedicados exclusivamente ao recolhimento de materiais recicláveis. Segundo nota divulgada pela própria Prefeitura da Serra em julho, a frota ampliada permite atender mais condomínios ao mesmo tempo em que abre espaço para novas adesões, sem represar o cronograma de coleta nos bairros já cadastrados. Na ocasião, o prefeito Weverson Meireles afirmou que "quando um condomínio adere ao programa, toda a cidade ganha", reforçando o discurso da gestão de que a reciclagem doméstica tem efeito direto sobre a limpeza urbana e a vida útil dos aterros sanitários.

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Todo o material coletado nos condomínios cadastrados é encaminhado a três associações de catadores da Serra, Abrasol, ARS Recicla e Recuperlixo, entidades que vivem da triagem e da comercialização dos recicláveis. A destinação para catadores organizados é uma exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que estabelece a inclusão socioeconômica dessas associações como uma das prioridades da gestão de resíduos no país e prevê que municípios priorizem parcerias desse tipo em seus programas de coleta seletiva. Para o setor condominial, a medida representa uma via de mão dupla: reduz o volume de lixo comum gerado pelo empreendimento, o que pode aliviar custos com caçambas e destinação de rejeitos, e gera renda para trabalhadores que dependem da separação correta feita pelos moradores.

O movimento da Serra acompanha uma tendência observada em outros municípios da Grande Vitória e em capitais brasileiras, onde a coleta seletiva porta a porta em condomínios tem se tornado item de valorização de empreendimentos e argumento de venda para construtoras e administradoras. Síndicos profissionais já incorporam a adesão a programas municipais de reciclagem como parte de políticas de sustentabilidade exigidas por assembleias, sobretudo em condomínios de médio e alto padrão, onde moradores pressionam por práticas ambientais mais visíveis. A ausência de um programa estruturado, por outro lado, tem levado alguns condomínios a contratar empresas privadas de reciclagem, com custo adicional ao orçamento condominial, o que torna a gratuidade do Recicla Serra um diferencial relevante para administradoras que buscam reduzir despesas sem abrir mão da coleta seletiva.

Para síndicos e moradores interessados, o passo inicial é simples: entrar em contato com a Secretaria de Serviços da Serra pelo telefone ou WhatsApp (27) 98136-0089, ou pelo e-mail dlp.educacaosanitaria@serra.es.gov.br, e aguardar o agendamento da visita técnica. Administradoras que atuam em mais de um condomínio da cidade podem aproveitar o momento para centralizar as adesões e negociar diretamente com a Sese um cronograma de implantação para todos os empreendimentos sob sua gestão, otimizando a curva de aprendizado dos moradores e reduzindo o risco de contaminação dos materiais recicláveis nas primeiras semanas de operação.

 

Fonte: Tempo Novo

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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