Ratos dominam condomínio em São Bernardo do campo e chegam até o 5º andar.
Uma grave infestação de ratos vem causando medo e indignação entre moradores de um conjunto residencial localizado na rua Beta Dragone, nº 14, no bairro Cooperativa, em São Bernardo do Campo. O problema, que já dura cerca de três meses, teria se agravado recentemente, com registros de roedores circulando em áreas comuns e até dentro dos prédios.
Segundo relatos do síndico do condomínio, composto por quatro torres, tentativas iniciais de controle foram realizadas com aplicação de veneno, mas não surtiram o efeito esperado. Pelo contrário, moradores afirmam que o número de ratos aumentou após as primeiras intervenções, elevando o nível de preocupação quanto à eficácia das medidas adotadas.
Um dos aspectos que mais assustam os moradores é a capacidade dos roedores de alcançar andares elevados. Há registros de ratos chegando até o quinto andar das torres, indicando que a infestação pode estar associada a falhas estruturais, dutos abertos ou rotas internas que facilitam a circulação desses animais. Esse tipo de ocorrência demonstra que o problema não se limita ao entorno externo, mas pode estar ligado a vulnerabilidades internas do próprio condomínio.
Outro fator agravante citado por moradores e síndicos da região é o acúmulo de lixo e entulho nas proximidades. Esse tipo de material funciona como abrigo e fonte de alimento para roedores, favorecendo a reprodução acelerada e dificultando o controle da praga. Vídeos registrados por moradores mostram ratos de grande porte circulando em áreas comuns utilizadas por crianças, aumentando o risco de contaminação e acidentes.
O problema, segundo relatos de outra síndica da região, não é recente. Há indícios de que a infestação esteja presente desde outubro do ano passado, afetando não apenas residências, mas também áreas públicas próximas, como unidades escolares. Esse cenário sugere que a situação pode ter origem em fatores urbanos mais amplos, incluindo falhas na limpeza pública e na manutenção da infraestrutura local.
Em resposta às reclamações, a Prefeitura informou que realizou três ações de desratização no local ao longo de 2025, seguindo o cronograma municipal. No entanto, segundo o poder público, não havia registros formais recentes solicitando atendimento específico para o endereço citado. A administração municipal também informou que novas ações estão previstas para os meses de abril e maio, com reforço das intervenções na região.
Do ponto de vista sanitário, infestações desse tipo representam um risco significativo à saúde pública. Roedores são vetores de diversas doenças, como leptospirose, salmonelose e hantavirose, podendo contaminar alimentos e superfícies. Em ambientes condominiais, a presença contínua de ratos também pode causar danos estruturais, como roedura de cabos elétricos e tubulações, aumentando riscos de incêndios e falhas operacionais.
Além dos impactos diretos à saúde e segurança, episódios como este revelam desafios comuns enfrentados por síndicos e administradores condominiais, especialmente em áreas urbanas densas. A falta de controle adequado do lixo urbano, a ausência de ações coordenadas entre moradores e poder público e a deficiência em programas contínuos de dedetização são fatores frequentemente associados ao crescimento de pragas urbanas.
Especialistas do setor destacam que o controle efetivo depende de uma abordagem integrada, incluindo monitoramento constante, vedação de frestas estruturais, manutenção adequada das áreas de descarte de resíduos e ações coordenadas com órgãos municipais de zoonoses. Em condomínios verticais, o planejamento preventivo e a comunicação transparente com os moradores são considerados essenciais para evitar crises sanitárias como a registrada no bairro Cooperativa.
Esse tipo de ocorrência também reforça a importância da documentação formal das reclamações junto aos órgãos públicos. Protocolos registrados garantem rastreabilidade das solicitações e ajudam a cobrar ações mais rápidas e eficazes, além de servir como prova em eventuais disputas jurídicas ou administrativas.
Diante do histórico de infestação prolongada e da ampliação do problema para áreas comuns e pavimentos elevados, o caso evidencia a necessidade de ações emergenciais e planejamento contínuo para preservar a saúde coletiva e a segurança dos moradores.
Fonte: RD Jornal Repórter Diário