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Sem Síndico, Sem Segurança: Edifícios Antigos em Macau Podem Desabar a Qualquer Momento.

person Gabriele Fiel
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Em Macau, moradores e organizações comunitárias alertaram para uma situação crítica: cerca de 5000 edifícios antigos, com mais de 30 anos, estão sem qualquer gestão formal, sem entidade gestora, sem empresa administradora e sem assembleias de condóminos, conhecidos localmente como “prédios de três zeros”. 

A expressão “prédios de três zeros” é usada em Macau (e em algumas partes da China) para se referir a edifícios sem qualquer tipo de gestão formal.

Ou seja, são prédios que têm:

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  • Zero gestor (ninguém responsável pela administração);

  • Zero empresa de administração (nenhuma empresa contratada para cuidar da manutenção);

  • Zero assembleia de condóminos (os moradores nunca se reuniram oficialmente para tomar decisões sobre o prédio).

“Prédio de três zeros” = edifício sem síndico, sem empresa e sem assembleia.

Isso é um grande problema, porque nesses casos ninguém se responsabiliza pela limpeza, reparos, pagamento de contas comuns ou segurança contra incêndios, o que deixa os moradores vulneráveis a acidentes e degradação estrutural.

Essa falta de gestão organizacional tem consequências diretas na manutenção das estruturas, no funcionamento de equipamentos de segurança contra incêndios e na higienização dos prédios, gerando riscos elevados de incêndio e de degradação das infraestruturas

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Representantes da União Geral das Associações dos Moradores, como Ho Hong Un, destacaram que muitos desses edifícios não contam com inspeções regulares nem com programas de manutenção preventiva, o que favorece a deterioração de sistemas elétricos, rotas de fuga obstruídas e condições inadequadas de ventilação interna (problemas similares aos divulgados por outras reportagens locais sobre edifícios antigos em Macau).

Embora a legislação vigente permita que órgãos como o Instituto de Habitação intervenham em casos de risco, os moradores pedem reforço na divulgação de informações, apoio financeiro e maior atuação governamental, para que proprietários saibam como proceder para melhorar a segurança desses prédios.

O alerta surge num contexto mais amplo de preocupação com a segurança contra incêndios em edifícios antigos na região, onde problemas como falta de comitês de condomínio, ausência de empresas de administração e infraestrutura envelhecida já haviam sido apontados por entidades oficiais. 

 

Fonte: Macau News - Plataforma Media - macaupostdaily - appapi.tdm.com.mo

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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